Artur Kjá

Do impulso à atitude
28.05.2010
Ilustração (crédito: Artur Kjá)
Lembro do filme Rollerball. O original, quando o mundo ainda não era inundado de imagens violentas, e aquele filme “chocava”. Achava style um esporte de ação agressivo e futurista. Só tinha um problema: patins! Achava patins meio escroto. Opiniao minha. E para poder participar dos combates de Rollerball do meu prédio, eu usava o skate
do meu vizinho, um Bandeirantes. Isso foi em 1984.
Passado alguns anos, voltei ao skate, só que desta vez com uma outra visão. Assistia Vibração – obrigado Cesinha! - e ia me contaminando com aquele visual, com a música e principalmente com a atitude: total
Alva Boys. Eu não sabia, mas começa ai minha história na arte e no design.
Naquela época eu consumia Billy Argel, David Carson, Coop, entre outros grandes nomes do design e da ilustração mundial por osmose! Era um alto grau de força visual - fosse por foto, moda ou ilustra - que inundava meus olhos e minha mente. E isso fez toda a diferença na minha vida.
Hoje sou consciente de que tudo que sou é devido ao skate. O skate me levou à arte e ao design, num impulso só. Sem ele não teria prestado a atenção na diferença que faz uma leve torção na madeira, já que ví nascer o nose, e a evolução do tail. Não notaria os detalhes de uma ilustração, já que a cada vez que ia trocar o shape, ficava horas
indeciso com qual “quadro” levar... mesmo que aquela obra durasse apenas até o primeiro rockslide. Sem o skate, eu não buscaria novas formas de olhar o mundo, caçando escadas, paredes ou mesmo bancos que fossem ‘skatáveis*’... o skate ampliou minha visão periférica. Se hoje eu gero mil visualizações para um problema, é porque o skate me ensinou assim: Manobras X Obstáculos = Diversão INFINITA!
E para devolver ao skate tudo o que ele me proporcionou até hoje, vou usar esse espaço para dividir arte, design e caos, em doses
controladas, para tentar incentivar os “natural born skaters” como eu
a explorarem o skate além do esporte, e sim forma de ver a vida.
Hey ho, let’s go!
OS: Para a geração Chaves - incluso eu! – saiu o livro “Seu Madruga, Vila e Obra”, de Pablo Kaschner, que traz muitas informações e curiosidades desse ícone anarco-punk mundial! Compre parcelado em 14 vezes e não pague nenhuma!!
Programa Vibração - Skate (crédito: SuperOldscool)
Trailer - Rollerball (1975) (crédito: ZeKe1311)
comentários

alexandre saba:
fala irmão
ai como vc disse skate ampliou minha vizão periférica a ponto de ver até o invizível
falando assim, nenhum ser humano normal
acredita mas em nos skaters enfim araund sabe
que o conseito depois que vc anda d skate aumenta demais da conta tanto vizual consceitual , enfim skate é foda e os que estão ligados a ele tambem
mano vlw pelo espaço
skate and destroi
22.09.2010 07:03
| RJ
kuque:
falar mais o quê? virei tatuador por conta do carrinho... Sucesso para todos os envolvidos. Skate old skull for fun! Paz.
27.09.2010 11:50
| Rio de Janeiro, RJ
melissa Garcia:
Tudo ao mesmo tempo agora!!!!
Rebeldia e arte!!!
Sucesso Kajá!
Beijos Mel
04.10.2010 19:37
| Rio de Janeiro, RJ
Tio Verde:
E eu virei um mizerável desgraçado, por causa do skate, obrigado por tudo!
15.10.2010 11:41
| Rio de Janeiro, RJ
eduardo pigatto:
me identifiquei totalmente com suas palavras.
aceite meu convite e veja isso:
http://www.flickr.com/photos/pigattodesign
skate na veia dos irmãos.
abração do amigo eduardo
11.11.2010 21:43
| São Paulo, SP




