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O LEGADO DO VERT JAM

22.03.2011

comentários 4 comentários

O desenho feito pelo meu filho João Verdinho

O desenho feito pelo meu filho João Verdinho

Tenho acompanhado por diversos meios de comunicações, como blogueiros de sites de mídias especializadas e facebook, os ataques ferozes feitos por pessoas influentes (ou não) à organização e ao evento Oi Vert Jam, 1ª Etapa do Circuito Mundial (WCS) de Skate Vertical, mas até que ponto isso é real? Então venho aqui expor minha humilde opinião.

Na verdade o Oi Vert Jam apresenta algumas falhas em alguns aspectos que vem piorando através dos anos e melhorando em outros também, isso não podemos negar. Mais do que apresentar falhas e apontá-las, temos que aprender também a apresentar as soluções, porque falha, irmão, já é um erro e às vezes as soluções são piores do que os erros.

Li comentários de que a premiação é baixa e ridícula para uma etapa do Circuito Mundial e que isso ajudaria a não vinda de nomes importantes para competir. Mas o Bob, o Pedro Barros, o Dan Cezar, o Sandro Dias, o Lincon Ueda e o atual campeão do Circuito Marcelo Bastos são o que, ora bolas? Quem viu o filme “Vida Rodas”, viu da boca de caras como Tony Hawk, Tony Magnuson e Danny Way o que os caras representam e todos foram unânimes em afirmar que Bob Burnqüist é o cara!

Reinventou o jeito de se andar num half de switch e vem fazendo isso com a Mega Rampa, levando o skate a uma evolução jamais pensada. Quanto a premiação, quem tem que achar se é boa ou ruim são eles, os competidores e não nós que nem sabemos dropar de um half e não competimos, estamos lá pra assistir ou para trabalhar.

Li alguns comentários de que o Oi Vert Jam vem se tornando um evento igual às outras edições e se colocássemos as outras edições não veríamos diferença nenhuma. Bom, em certo ponto concordo que tem que haver alguma mudança de lugar: Quinta da Boa Vista ou Praça do Ó, não sei. Mas mudar o cenário porque você sempre verá um cara voando de um lado para o outro? Ou num campeonato de half do Maloof Money você veria algo diferente disso, por exemplo, um cara jogando bocha? E o que falar da etapa do mundial de surf o “Bells”, que é feito no mesmo lugar a anos, do mundial de Vert feito na Alemanha, por sinal um dos mais tradicionais?

Li também reclamações quanto ao trabalho restrito da mídia especializada e dos contratados pelo evento para fazer o trabalho de fotos. E nisso eu concordo, porque há anos vejo fotógrafo contratado da organização do evento e da própria patrocinadora me pedindo dicas de como fotografar skate, profissionais sem o mínimo conhecimento de fotografar skateboard e eu tendo que dar assistência de graça, enquanto o “profissional” leva os louros e o dinheiro. É só entrar no site da Oi ou no site da WCS para verem realmente o que estou falando. E ter acesso limitado só de um lado do Half acho muito pouco para quem se dedica ao esporte. Uma reivindicação junto a CBSK (Confederação Brasileira de Skate) acho legal e super viável, até mesmo que seja feita uma clínica remunerada, com fotógrafos cariocas de skate antes do evento para os interresados em fotografar no evento.

Uma coisa que me perguntam sempre e eu nunca consegui responder - e não é bairrismo - é o fato do evento ser no Rio de Janeiro e o locutor ser de outro estado. Acho que o evento perde um pouco a identidade de ser carioca, mas que o Paulinho arrebenta, isso ninguém discute. Conhece muito e eu também curto muito, mas vale ressaltar que temos alguns bons locutores aqui também, como o próprio Guto Jimenez, nosso blogueiro aqui na Pense Skate.

Um ponto super positivo do Oi Vert Jam nesse ano foi a clínica de skate, já que o half nunca foi usado nesses anos todos por ninguém a não ser pelos competidores. E ver caras como Bartolo, Firmino e a incrível double feita por Sérgio Negão e Robertinho HoHo Plant nos deixam com tanta esperança e emoção que só não foi maior do que ver os irmãos Sodré, Lucas Cofrinho e minha filha Gabriela Saes fakiando naquele “monstro”, junto com crianças alucinadas que desafiavam aquele half como se estivessem desafiando (com todo respeito é claro) um Tiranossauro Rex num parque dos dinossauros. Valeu André Viana (FASERJ) e Rennê Nunes (USR) por tornarem esse sonho possível.

Nessa semana minha mulher abriu o livro do colégio do meu filho João Verdinho que tem 6 anos, e me mostrou algo que foi inspirador para que eu escrevesse esse post, nele havia um exercício que era a seguinte: “Desenhe uma atividade que você gostaria de aprender com alguém de sua família”. E ele na sua mais pura inocência desenhou um half (já que viu o pai sair pra trabalhar o carnaval inteiro) e nele colocou eu de um lado e ele do outro, os dois com o skate nas mãos prontos para dropar. Isso não seria o verdadeiro legado do Oi Vert Jam? Boas sessions...

comentários

  Tiago Ferreira:

Irado.

22.03.2011 19:30   | Rio de Janeiro, RJ

  rafa:

o papo é esse monstrão!!!

22.03.2011 22:25   | Rio de Janeiro, RJ

  Tai Tai:

Muito boa reportagem ! Mostrou o lado positivo e o negativo e aponta pra umas direções, que espero que sejam consideradas.

23.03.2011 05:11   | Rio de Janeiro, RJ

  BRUNO FUNIL:

Muito bem colocado Tiozão...acrescentaria tb a permanencia e manutenção do Half Pipe de madeira na cidade. Se isso já tivesse rolado teríamos cariocas nas cabeças com certeza.

24.03.2011 20:54   | Rio de Janeiro, RJ

 

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