Maurício Nava

RJ REPRESENTS!
29.09.2011
Maurício Nava venceu seu primeiro campeonato como profissional. (crédito: SUMATRA)
Neste final de semana posso dizer que o Rio de Janeiro foi muito bem representado, não só com a presença dos profissionais nos eventos que estavam rolando na terrinha dos manos, mas exatamente pelas vitórias conquistadas. Participar já é muito bom, encontrar vários amigos, conhecer gente nova, e ganhar são melhor ainda.
No sábado, tive a felicidade de acertar tudo na segunda etapa do Circuito Universitário que aconteceu no Vale do Anhangabaú e me sagrar campeão pela primeira vez como profissional, é uma sensação tremenda quando te chamam ao lugar mais alto do pódio, ainda mais agora como Pro.
Como juiz já estava trabalhando sempre bem o nosso "Conan Carioca" Marcello Gouvea, que nos aquecimentos estava quebrando tudo literalmente nas demos, e quase de vez as rampas já que elas estavam meio "chamuscadas” por estarem meio fofas ou mal colocadas. Mas ninguém ligou e andou assim mesmo, inclusive Felipe Ribeiro que vem correndo todo o Circuito Universitário e fortalecendo na categoria amador e por pouco não varou pra fora da área com um imenso Hardflip caindo na pedra portuguesa.
No outro dia nada de descansar, aliás isso é a coisa que agente menos faz, e dessa vez nós invadimos o Parque da Independência, local onde fica o Museu do Ipiranga para o campeonato de Jump Ramp. Lugar histórico para o país e igualmente para o skate. Marcello Gouvea travou uma batalha com Diego "Oliveira" e mais uma vez brutalizou nas pernadas e velocidade pra passar 4,5 metros em distancia na jump ramp levando um “chequin” de Mil reais. Um pouco antes rolou o Skate Dice, combinação de dados que formam manobras e conseguimos garantir algumas manobras acertadas e 50 reais no bolso a mais por cada uma delas.
Andei bem no jump ramp de manobra, passei para a semifinal e fiquei por lá mesmo, porem feliz de ter acertado as minhas manobras e dividido bateria com Mauro Mureta, Cris Mateus e outros monstros que detonam desde a década de 80.
Vale lembrar que o Marcelinho havia vencido a melhor manobra no palco do Element Challenge Pro, algumas semanas antes com um Smith Grind to f/s crooked pra delírio e felicidade geral da nação carioca. (risos)
No Mesmo Domingo, vários cariocas e fluminenses estavam correndo o maremoto em Lorena, fiquei sabendo que a "garfação" rolou solta e que o Cofrinho arregaçou como de costume. Outro “brod” que bombou e gerou bons comentários no Facebook foi Willian Pequeno que completou um embasado f/s Switch Tail Slide 270 despencando no cano imenso da pista.
Ouço muitos criticando campeonatos, inclusive skatistas que se dizem "Da rua" e até editoriais de revistas, mas só vejo coisas boas, tirando a “garfação” (quando rola) e o nervosismo que a gente tem que aprender a controlar. A maioria dos meus amigos de outras cidades eu conheci através dos campeonatos, conheci muitos lugares do Brasil e até da América do Sul nos eventos que corri. Eu estou longe de ser uma metralhadora de manobras como meu amigo Kelvin Hoefler, mas os campeonatos me deram base para andar em pistas desconhecidas, constância nas manobras, diversão com novos e/ou velhos amigos, muito troféus, medalhas, algumas premiações boas outras nem tanto (risos), e o melhor de tudo que são excelentes histórias para serem lembradas e contadas nesse skateboard que correm nas nossas veias. Era disso!!
Maurício Nava durante o Skate no Museu 2011, Airwalk (crédito: T. Thomas / Tribo Skate)
Marcello Gouvea e Diego Korn, Gouvea levou o Jump Ramp Distance no Skate no Museu (crédito: Marcelo Mug / Tribo Skate)
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