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  <title>Pense Skate .: Blog Guto Jimenez :.</title>
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  <dc:date>2012-5-19T05:31:01Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.penseskate.com.br/artigo-blog/sobre-eventos-e-respeito">
  <description>Trabalho em eventos de skate desde 1984, quando um grupo de skatistas (Cesinha Chaves, Alexandre Calmon, César Gyrão e eu) resolveu fundar a S.U.A.T.  Skatistas Unidos Anarquia Total. Naqueles tempos de verdadeira seca de eventos, o então recém-realizado campeonato brasileiro no bowl do Itaguará Country Club (em Guaratinguetá) havia restabelecido o padrão de grandes eventos que haviam rolado nos anos 70. Mesmo que não fossem nada parecidos com a divulgação dos dias de hoje, eram campeonatos que agitavam os cenários onde tivessem skatistas e pistas de skate.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Eram tempos de crise brabíssima no mercado, a primeira vez que o skate havia morrido em nosso país. As marcas nacionais podiam ser contadas com os dedos das mãos, e ainda sobrava dedo na contagem... Mesmo assim, havia o paradoxo de se desejar fazer eventos que tivessem tudo em cima em termos de estrutura: palanque, som, locução e tudo o que se poderia desejar. É claro que as condições de Guará não eram repetidas, e o evento de lá tinha suas características próprias conquistadas graças à determinação dos skatistas locais, que acabaram por incluir a cidade do Vale do Paraíba no mapa do skate nacional e mundial. Ainda assim, o lema parecia ser ou se faz igual a Guará, ou é melhor não se fazer nada.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Nós da S.U.A.T. mudamos isso. O primeiro evento em Búzios já trazia as intenções bem claras no seu poster: sem locução, sem som e sem palanque  só skate. Foram eventos divertidos e sérios ao mesmo tempo, já que o encontro entre amigos e aficcionados valeria pra um circuito, que teria uma premiação em produtos especialmente destinada aos vencedores. O campeonato de Búzios teve as acomodações como o maior perrengue, já que uma verdadeira rede social de amigos, conhecidos e chegados dispôs de suas casas só pra abrigarem aquele bando de malucos que andavam de skate.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O segundo evento de Floripa foi marcado pela falta de halfpipe pra disputa de vert. Sim, você não está lendo errado: a galera saiu do Rio, SP, PR, RS e MG pra correr o evento... e não tinha half! Graças ao esforço de George Rotatóri, Sérgio Negão, Gyrão, Luciano Kid, César Português, Tioliba e inúmeros outros, o half foi construído em incríveis 22 horas! Era estreito, baixo, sem coping e tinha vert só de um lado  mas a galera detonou e andou assim mesmo. O terceiro evento da série rolou em Criciúma, onde todos os perrengues anteriores foram compensados pelo apoio que a secretaria de esportes local deu ao evento.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Por quê estou falando de algo que rolou há quase 30 anos?&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O motivo é um só: já passou da hora do cenário de skate começar a valorizar os eventos que agregam real valor ao cenário. Nós temos uma longa história de realização de eventos em nosso país: o primeiro campeonato de skate rolou no longínguo ano de 1974, no Clube Federal (RJ). No ano seguinte, aconteceu o que seria o primeiro campeonato brasileiro na Quinta da Boa Vista (também no Rio), que inspirou alguns moleques a também montarem seus skates e saírem deslizando por aí. Eu mesmo sou um desses garotos, e comecei a pegar o skate de meu vizinho emprestado depois de ver a notícia na tevê e praticamente ter intimado ao meu pai a me levar pra assistir ao vivo no dia seguinte.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Em 2012, o Brasil já fez mais de 20 campeões mundiais de street, vert e bowl, entre homens e mulheres. Já fizemos campeões mundiais amadores em slalom (Thiago Gardenal, em 2010) e, além disso, já tivemos um brazuca entre os 3 melhores do mundo no speed (Luis T2 Lins, em 2007). Como se não bastasse, somos hoje em dia o 2º maior cenário e também o 2º maior mercado de skate no planeta.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Por conta disso, não podemos aceitar e nos conformar com eventos que pagam premiações incoerentes com a importãncia de nosso cenário pelo mundo afora. Um evento com transmissão pela tv pagar a menor premiação do circuito mundial é uma ofensa à história e às tradições conquistadas não dentro de um escritório, mas sim com os skates debaixo dos pés. Quando esse mesmo evento não termina por conta de cronograma de uma emissora de tevê, aí mesmo é que chega a hora de dar tchau&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Aos que ainda tentarem defender o indefensável, informo com um dado importante. Entre os dias 31/03 e 01/04, vai rolar a segunda edição do Skate Generation, o evento realizado no bowl do RTMF em Floripa que mudou definitivamente os parâmetros de realização de campeonatos de skate em nosso país. André Barros e sua galera fizeram aquilo que sempre deveria ter sido feito, que é valorizar os protagonistas do espetáculo acima de qualquer coisa, e por valorização entenda-se:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Aos que ainda tentarem defender o indefensável, informo com um dado importante. Entre os dias 31/03 e 01/04, vai rolar a segunda edição do Skate Generation, o evento realizado no bowl do RTMF em Floripa que mudou definitivamente os parâmetros de realização de campeonatos de skate em nosso país. André Barros e sua galera fizeram aquilo que sempre deveria ter sido feito, que é valorizar os protagonistas do espetáculo acima de qualquer coisa, e por valorização entenda-se:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;- O evento não muda de horário ou esquema por causa de emissora de Tv, ou seja, nada de skatista fazendo final de campeonato às 11 horas da manhã&amp;#059;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;- NINGUÉM recebe cachê por fora pra participar, e nem por isso o evento deixou de contar com nada menos do que três campeões mundiais no ano passado (Pedro Barros, Sandro Dias e Rodolfo Ramos)&amp;#059;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;- O grosso da arrecadação é destinada à premiação dos vencedores, e esse ano promete pagar muito mais do que a tal etapa do circuito mundial.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Pense bem: quando um evento fruto de realização local paga muito mais do que uma etapa de circuito mundial, é porque alguma coisa está muito, mas muito errada mesmo.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Em qualquer lugar no planeta onde brazucas andem de skate, os outros prestam atenção pois sabem que verão um povo que soube superar todas as dificuldades e mostrar o talento com o skate debaixo dos pés. Não só somos o país que mais fez campeões mundiais, somos também os reis do downhill slide e é aqui onde se localiza a ladeira mais perigosa do mundo, a mítica e temida descida em Teutônia (RS). Portanto, é hora de exigir que sejamos tratados com o respeito que alcançamos com uretano, metal, madeira, suor e sangue.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Afinal, como bem nos ensinaram nosso pais, respeito é bom  e nós gostamos.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;a href=&quot;http://www.skateboardingmilitant.com/&quot; target=_blank&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;[+}  Skateboarding Militant &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;em&gt;Este blog reflete a opinião pessoal de seu autor e não necessariamente reflete as opiniões dos editores dessa publicação.&lt;/em&gt;</description>
  <link>http://www.penseskate.com.br/artigo-blog/sobre-eventos-e-respeito</link>
  <title>SOBRE EVENTOS E RESPEITO</title>
  <dc:date>2012-4-10T11:32:08Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.penseskate.com.br/artigo-blog/switch-nascido-em-campo-grande">
  <description>A história abaixo é conhecida por todos os que frequentavam a pista de skate de Campo Grande, no Rio, em meados dos anos 80, e portanto pode ser conferida com qualquer um desses locais - eu incluído entre eles. Não foi nenhum norte-americano, europeu ou outro brasileiro a inventar o switch stance, ou a andar de skate &quot;ao contrário&quot; como a gente falava na época. Na verdade, não foi nenhum skatista famoso ou sequer conhecido nacionalmente a inventar o ato de andar de skate com a base trocada... &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Primeiro, é necessário que se inclua os fatos dentro de seu contexto temporal, de forma a permitir que se consiga enxergar a dimensão da façanha que vou relatar a seguir.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Os finais de semana dos skatistas do Rio em meados dos anos 80 eram marcados por uma peregrinação obrigatória à pista de skate de Campo Grande, sempre que não chovia. Lá, todas as diferenças sociais eram postas de lado quando as rodas de uretano fritavam por toda a extensão da pista. Eixos eram gastos na borda sem coping, e apesar de quase não contar com uma plataforma pra roll in / roll out, andar muito rápido e pegar a linha da pista eram pré-requisitos básicos pra quem quisessse se dar bem no pico.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Um reservatório enorme - dentro do qual cabe uma quadra poliesportiva -, chamado de &quot;shallow end&quot;, um halfpipe estilo anos 70 (= sem flat) que aumentava os tamanhos de parede até desembocar no bowl de 3,50 m de altura e irreais 7 m de flat. Esse é o desenho do lugar que abrigava skatistas da ZN, ZS, ZO, Baixada e de outros estados. Um pico que já tinha visto uma parte da história ser escrita, por ter sido o berço do punk rock em terras cariocas em 1982.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;É óbvio que a pista lotava em alguns momentos da tarde, e não era difícil de se ver 2 ou 3 skatistas andando no reservatório ao mesmo tempo. O half e o bowl ainda conseguiam com que um mínimo de ordem fosse seguida - embora não fosse difícil de rolarem doubles ou triples involuntários... Numa era de escassez de picos, Campo Grande era o nosso terreno sagrado.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Pois bem, os locais que moravam mais perto da pista tinham uma tática quase que infalível: davam seus primeiros rolés na pista pela manhã, almoçavam e davam um descanso pra depois voltarem pro pico antes do horário de pico do crowd, por volta das 16 horas. Num desses domingos, eram mais ou menos 3 da tarde quando um local muito veloz que andava na base regular se aqueceu no reservatório e começou a fazer uma linha que ele sempre executava. O cara dava impulso de fakie e rodava todo o reservatório fazendo carvings muito rápidos, e encerrava essa primeira parte da linha com um fakie boardslide muito extenso na curvona do pico, o que não era imitado por ninguém.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Foi quando alguém deu a ideia:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;- Já que você tá andando de fakie, por que não muda logo pra goofy? É só você dar o mesmo impulso que você dá, e você vai rodar como se andasse ao contrário.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O prêmio seria um refrigerante e um sacolé de suco de frutas, que seriam comprados numa casa localizada na praça que era o local mais próximo pra comprar qualquer bebida.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Assim foi feito. O cara começou a mandar a mesma linha só que botando o nose onde estava o tail. De regular, o cara passou a andar de goofy - e acertou a linha de primeira. Só por diversão. Só pra ganhar o refri e o picolé, que foram pagos com todo o prazer do mundo, e rir da nossa cara.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O skatista chama-se Márcio Teixeira Oliveira, conhecido na pista como Márcio &quot;Mumu&quot;.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Se não me falha a memória, como testemunhas estavam Roberto &quot;Ho-Ho&quot;, Gino Borges, Mário Márcio e eu mesmo, além dos rollers e bikers que infestavam o pico antes da hora do crowd pesado. Aquilo foi a novidade do dia pra gente, que foi compartilhada com a galera da ZS que começou a chegar em peso pouco tempo depois. Virou até uma brincadeira entre os que tinham mais base - mas ninguém chegou a fazer a linha com a mesma precisão e velocidade que o &quot;Mumu&quot; havia conseguido.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Corta pra uns 5 ou 6 anos depois. Leio na Thrasher que uns moleques estavam fazendo uma ou outra manobra &quot;ao contrário&quot; em minirrampas, já com o nome de &quot;switch stance&quot;. No mesmo ano, Daniel Bourqui publicou umas fotos de um garoto que morava em SP que também mandava umas manobras não só na mini, mas também no half da Ultra. O nome do garoto?! Bob Burnquist, então com 13 ou 14 anos.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;No início dos anos 90, fazer manobras de switch era o que havia de mais moderno no mundo do skate - menos praqueles locais da pista de Campo Grande, que viram o movimento nascer num domingo qualquer em 1984.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Esse texto pretende simplesmente render uma homenagem (muito tardia, eu sei bem) a um dos mais velozes skatistas que aquela pista já viu andar em seus domínios. Não que o &quot;Mumu&quot; faça a menor questão disso, muito pelo contrário&amp;#059; ele simplesmente não liga, e vai continuar andando de skate o mais rápido possível sempre que lhe for possível. Como muitos caras inovadores, &quot;Mumu&quot; deu início a uma revolução sem sequer se dar conta, sem se importar e sem nenhum outro objetivo que não fosse simplesmente se divertir.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Nos tempos atuais, em que qualquer um que anda de skate há um ano e monta um blog já se acha no direito de cobrar alguma coisa do cenário, é bem apropriado colocar-se as coisas nos seus devidos lugares. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Por isso mesmo, Márcio &quot;Mumu&quot; tem todo o meu respeito e a minha admiração.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Conheça mais sobre esse skatista em seu blog pessoal clicando &lt;a href=&quot;http://mtolegend.blogspot.com&quot; target=_blank&gt;aqui&lt;/a&gt;. Lá você não vai ver relatos de façanhas, encheção de linguiça e nem um pingo de egolatria. É simplesmente um blog pessoal - ou, como ele mesmo diz, &quot;38 anos de sessions - minha vida sobre rodas&quot;.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.penseskate.com.br/artigo-blog/switch-nascido-em-campo-grande</link>
  <title>SWITCH NASCIDO EM CAMPO GRANDE?</title>
  <dc:date>2011-9-30T13:22:48Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.penseskate.com.br/artigo-blog/o-legado-e-o-resto">
  <description>Esperei de propósito baixar a poeira do mais recente superevento de skate realizado no país pra escrever sobre o tema desse mês, que será o mesmo nos veículos onde tenho uma coluna fixa. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Como sempre, é um assunto espinhoso no qual muito pouca gente se sente à vontade pra falar, exatamente por não desejarem gerar conflito com algum interesse que seja. O tema já é polêmico por si só, e eu não preciso de ser oportunista pra me fazer ouvir e entender.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Dito isso, segue a questão: por que nenhum grande evento realizado no país deixa qualquer tipo de legado ao cenário onde ele é realizado?!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Veja bem, não sou leviano pra dizer que supereventos não levam a nada, longe de mim cometer uma asneira dessas. É inquestionável que a atenção atraída por esses eventões é muito maior sob qualquer aspecto que se olhe, seja do lado comercial quanto do aspecto midiático.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Afinal, é nesses eventos que o skate-competição é levado aos lares do público leigo, gerando uma atenção pro skate poucas vezes vista normalmente. Por terem algum grande veículo de mídia envolvido, acaba atraindo mais mídia não especializada e portanto tem sua divulgação feita de maneira muito mais ampla do que rolam em pequenos eventos.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Os envolvidos com o mercado de skate também esfregam as mãos quando sabem da realização de um desses hipereventos. Não importa a época, esses eventos maiores sempre se refletem em maiores vendas, trazendo mais gente às lojas e portanto produzindo mais lucro no caixa. E isso ocorre em qualquer mês do ano, até mesmo naqueles períodos considerados como mortos pras vendas.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Você deve estar se perguntando a essa altura, o que esse cara quer mais?! Simples: quero mais é que todos esses reflexos momentâneos e passageiros provocados pelos eventões se transformassem em ações mais eficientes e definitivas pro cenário. Por exemplo:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;strong&gt;1)&lt;/strong&gt;&#9;Ao invés de promoverem clínicas e escolinhas por uma ou duas horas nos dias do evento, os promotores poderiam bancar o funcionamento de uma escolinha de modelo sério e cuja eficiência pode ser facilmente aferida no próprio cenário em si. Montar uma mini pra ser usada por 3 dias e mostrar na mídia é mole, quero ver é alguma empresa dessas bancar o N.E.S. por um ano inteiro por exemplo. Pro cenário, seria muito melhor que o Funil pudesse ampliar sua ideia por mais núcleos em toda a cidade, espalhando skate com consistência pelos quatro cantos do Rio.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;strong&gt;2)&lt;/strong&gt;&#9;Respeito muito os caras que são responsáveis por construir essas rampas e obstáculos que serão utilizados nos eventos, mas seria muito melhor pro cenário local se uma dessas giga-empresas pudesse patrocinar a manutenção de picos e pistas de skate. É um absurdo que pistas como o Rio Sul ou Campo Grande dependam dos locais pra terem um mínimo de manutenção, ou ainda todo o desgaste envolvendo o simples fato de andar de skate na Praça XV provocou. Nem vou comentar a respeito de uma promessa de pista de skate coberta que jamais foi cumprida, justamente do patrocinador do evento internacional realizado há mais tempo no país&amp;#059; como skatista e carioca, é de causar asco e revolta. Bastava um patrocínio de uma empresa dessas, e pronto  teríamos nossos picos conservados pra andarmos à vontade.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;strong&gt;3)&lt;/strong&gt;&#9;Colocar a sigla de uma entidade de skatistas é fácil, basta pagar as taxas e seguir algumas regras&amp;#059; queria ver é uma divulgação maciça das ações dessas mesmas entidades, da mesma forma que esses eventões são divulgados. Aliás, nem precisava de tanto: bastaria divulgar via canais oficiais dos patrocinadores e pronto, os eventos locais teriam mais visibilidade de mídia e portanto atrairiam mais a atenção do público. É claro que patrocinar esses eventos (ou todo um circuito) seria muito melhor, mas já seria uma ajuda e tanto caso o envolvimento ficasse somente na divulgação pois teria um alcance muito maior do que a mídia especializada pode atingir. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Isso é só o início do que eu penso, e tenho certeza de que você também tem algo diferente em mente.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Não é nenhuma novidade que os pequenos eventos são feitos por quem realmente ama o skate e deseja verdadeiramente fomentar o cenário local e/ou regional. É óbvio que não espero o mesmo envolvimento de quem banca e promove supereventos, apenas que um mínimo de contrapartida seja exigido ou negociado na hora de assinarem os contratos. Só que, pra isso, alguém precisa dar um primeiro e corajoso passo no sentido de cobrar esse envolvimento mínimo de quem pode bancar os eventos, caso contrário nada ocorre.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Se você acha que estou sendo utópico, preste atenção no que ocorre com os cenários de fora de seu mundinho em particular. Nos EUA, a entidade que fomenta o lucro nos eventos que promove sem exigir nenhuma contrapartida está com seu filme cada vez mais queimado com a própria comunidade de skatistas. Outros movimentos estão surgindo e se rebelando contra esse modelo bem sucedido mas já desgastado, e estão cada vez mais atraindo os patrocinadores tanto do mercado de skate quanto também de fora.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Portanto, da próxima vez que você tiver acesso a um evento desses (seja ao vivo ou online), não perca tempo: elogie o que você achar que mereça ser elogiado mas principalmente exija algo em troca. O skate já fornece o espetáculo e dá a chance de empresas lucrarem milhões&amp;#059; até quando iremos nos contentar com trocados?! &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Pense nisso, e aja com consciência. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;em&gt;Curtiu o post do Guto? &lt;br /&gt;&#13;&#10;Então dá um confere também no&lt;/em&gt; &lt;a href=&quot;http://www.penseskate.net/artigo-blog/me-engana-que-eu-gosto&quot; target=_blank&gt;ME ENGANA QUE EU GOSTO!&lt;/a&gt; &lt;em&gt;novo post do&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Tio Verde&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.penseskate.com.br/artigo-blog/o-legado-e-o-resto</link>
  <title>O LEGADO E O RESTO</title>
  <dc:date>2011-7-27T02:52:06Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.penseskate.com.br/artigo-blog/sem-luzes-nem-cameras-so-atitude-2">
  <description>No post anterior, vimos como o cenário de skate no estado do Rio é muito mais privilegiado do que se possa imaginar numa análise superficial. Temos skatistas, picos pra andar, mídia e um cenário que se agita cada vez mais. Mesmo assim, temos poucos eventos de destaque, pouca representatividade em termos de mercado e, portanto, pouca divulgação na mídia especializada.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;A pergunta que não cala é: de quem é a culpa?! Quem me dera que a resposta fosse tão simples quanto apontar o dedo pra quem quer que seja... Melhor do que isso, vamos analisar ponto a ponto os fatores que fazem do skate fluminense estar no estado de atraso que se encontra, e o que precisa feito pra mudar essa perspectiva pra melhor.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;- PISTAS &amp; PICOS  De que adianta termos pistas construídas todos os anos se a grande maioria é ultrapassada?! Na boa: 1991 foi há 20 anos. Não faz o menor sentido em se construir street parks sem curvas nem transições em pleno 2011, tenha a desculpa que tiver. E por favor, não me venham com o argumento de que quem paga tem orçamento apertado e tem a preferência pelo mais barato, até porque isso é tão óbvio quanto mentiroso. O Frewka (da Flyramp) me falou que o tri-banks de Itaguaí custou bem menos do que custaria uma área de street na mesma área, o que joga por terra a desculpinha de teor econômico. O que falta mesmo é vontade de se fazer, falta é coragem pra apresentarem projetos decentes, com uma maior diversidade de terrenos e de acordo com os padrões dos últimos 10 anos (70% de transição pra 30% de obstáculos). &lt;br /&gt;&#13;&#10;Da mesma forma, é preciso saber direcionar os esforços no sentido de se liberarem ou pelo menos tolerarem a prática do skate em espaços públicos. Falando a real, é ou não um absurdo a repressão ao skate na Praça XV?! Todos concordamos que sim&amp;#059; protestos já foram feitos e inúmeros projetos já foram apresentados, sem o menor resultado aparente. Aí eu pergunto, como é que os praticantes de downhill conseguiram a tolerância da prática nas Paineiras?! E olha que o pico também fora vetado, após a esposa de um político ter sido atropelada e ter parado no hospital. Eu mesmo respondo como é que pode: foram atrás das pessoas certas, assumiram compromissos de boa convivência e conseguiram até que uma placa fosse instalada no pico, alertando pro uso de material de segurança pelos skatistas. É assim que se faz, buscando as esferas superiores certas pra evitar problemas com guardas e policiais.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;- MÍDIA  Desde quando um blog pessoal cujo autor fala de si próprio na 3ª pessoa adquire o status de veículo especializado?! E quando é que um site pessoal ou de marca, que naturalmente só fale sobre si mesmo, seus corres e os skatistas da casa, pode ser considerado como o porta-voz do skate de onde quer que seja?! Talvez eu esteja enganado, afinal o tempo passa tão rápido e eu estou nesse ramo só desde 1984... A galera que está começando agora, ou quem busca o seu espaço trabalhando na mídia, precisa se tocar de uma coisa de uma vez por todas: o mundo é muito maior do que o seu próprio umbigo. Ego inflado e a falta de reconhecimento do que a pessoa representa no cenário são os piores defeitos de quem assume a atividade jornalistica, abaixo apenas do pecado mortal de se divulgar uma notícia sem se conferir a veracidade da mesma. Tem tanta gente se achando jornalista, fotógrafo ou videomaker que chega a ser ridículo&amp;#059; não é porque não é preciso mais diploma de jornalista pra exercer a profissão que qualquer um que porte uma câmera, filmadora ou gravador possa ser entitulado de jornalista. Já esculachei um prego que queria disputar posição comigo numa área de evento pra tirar fotos de... celular! Realmente, tem gente que não sabe a falta que a falta de noção faz... Quem tem um site pessoal, que não divulga a cena local e não incentiva a prática do skate, então recolha-se à sua insignificância e vá assistir ao evento junto ao público e fora da área reservada à imprensa, e por favor não encha o saco dos profissionais.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;- MERCADO  Em 10 anos, o números de skate shops, pequenas marcas  e representantes no cenário do RJ quase que triplicou  no entanto, tudo encontra-se muito parecido como o era antes. O que mais se vê por aí são lojas que não dão retorno ao cenário de skate de forma alguma, muito pelo contrário&amp;#059; só querem lucrar e nada mais. Não patrocinam nem apóiam skatistas, eventos ou nada que possa incentivar a cena, e alguns acham até que estão fazendo um grande favor ao oferecer produtos pra serem consumidos. Sem exagero algum, ouvi da boca de um dono de lojas: se os skatistas soubessem a loucura que é negociar com fornecedores e representantes, seriam mais agradecidos a lojistas como eu. Cuma?! O cara faz o trabalho dele, não dá retorno algum ao cenário e ainda espera ganhar uma medalha de honra ao mérito?! Fala sério! Os consumidores (= skatistas) deveriam gastar seu dinheiro somente em locais que dessem retorno ao mercado, e deixar os sanguessugas de lado de uma vez por todas.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Algumas marcas locais também têm uma imensa parcela de responsabilidade no atual estado das coisas do skate fluminense. Como é que, em pleno século XXI, ainda tem gente que deixa material em lojas em consignação?! Ah, sei, não emitem nota fiscal e nem fatura porque é bom pra todo mundo... Todo mundoquem, cara pálida?! Todo mundo que quer sonegar impostos e viver à margem da legalidade, isso sim. Portanto, as marcas locais precisam urgentemente a adotar posturas verdadeiramente comerciais e parar de tratar seus próprios produtos como sobras de bazar de quermesse de igreja. Se o próprio dono da marca não valorizar a sua marca, não espere que lojista algum o faça, simples assim.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;- ENTIDADES  SUAT, ASR, AFS, FASERJ, USR... Uma verdadeira sopa de letrinhas de entidades que estão ou estiveram representando os interesses do skate em nosso estado. Nos anos 90, a ASR realizou por anos circuitos amadores (muitos deles na MHS) que revelaram talentos que hoje detonam no cenário profissional brasileiro e mundial&amp;#059; somente nos últimos 2 anos é que outros circuitos foram disputados do início ao fim. No meio tempo, eventos que não tinham hora pra começar nem terminar, muita confusão e autopromoção e poucos resultados práticos. Como se não bastasse, o Rio é a cidade onde se disputa a etapa de circuito mundial que paga a menor premiação em todo o planeta! Isso seria impensável noutros tempos, em que os eventos tinham hora pra começar e terminar, e cujos protagonistas eram tratados como os donos do espetáculo  e não como meros coadjuvantes disputando trocados do orçamento total do evento..&lt;br /&gt;&#13;&#10;Muito embora sejam os eventos que trazem visibilidade ao cenário, as entidades de classe não existem somente pra realizar essas disputas. Entidades também precisam organizar escolinhas em pistas de skate, realizar clínicas em escolas públicas, criar meios pra participação em grandes eventos populares (como a Feira da Providência, por exemplo)  enfim, fomentar o skate. Isso não é uma utopia: já tivemos tudo isso ao mesmo tempo há uns 15 anos, quando o skate brazuca ainda buscava o seu espaço no cenário internacional. Hoje em dia, somos o 2º maior cenário de skate e temos o 2º maior mercado do mundo  e nem parece, olhando do lado de cá. Menos palavras e mais ação, isso é o que o skate do RJ precisa. Ainda bem que há novas e realistas perspectivas no ar pra realização não só de eventos amadores, mas também de disputas pros de diversas modalidades e de fomentar o cenário local como já o foi um dia.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;- SKATISTAS  Você realmente pensou que não iria sobrar pro lado de cá dessa história toda?! Não é novidade alguma que os habitantes desse estado são dos que mais sabem reinvidicar os seus direitos, isso está historicamente comprovado nas inúmeras manifestações de fundo político que já ocorreram nessas terras. Só que, no meio do skate, essa característica nossa é distorcida: há uma maldita mania de se detonar até mesmo quem faz ou procura fazer a coisa certa. Isso de se procurar defeitos nas iniciativas alheias como quem procura cabelo numa casca de ovo tem um nome pra mim: recalque. Nada além ou aquém disso&amp;#059; junte-se a inveja por quem faz alguma coisa com a consciência de que não se tem a mesma capacidade, e pronto: eis mais um boçal que só sabe detonar. Se não ajuda, então não atrapalha.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Outra coisa: desde que o skate brazuca passou a possibilitar que ser um skatista profissional que o cenário mudou radicalmente&amp;#059; a impressão que dá é que quase nenhum skatista de destaque nos dias de hoje sai pra andar de skate simplesmente pra se divertir. Se não houver um fotógrafo ou videomaker, então não tem sessão... Quando a divulgaçào pessoal torna-se mais importante do que o estilo ou as manobras que um skatista faz, então é porque alguma coisa está muito errada nisso tudo. Isso não é um fator somente em nosso estado, claro, mas esse maldito hype é o que mais faz mal à essência do skate como nós a conhecemos. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ande de skate pra se divertir, dedique-se a ele com paixão e todo o resto acontecerá naturalmente. Tudo o que houver depois é consequência, jamais um objetivo. Faça a sua parte - e o skate saberá te recompensar como nada na vida o faz.  &lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.penseskate.com.br/artigo-blog/sem-luzes-nem-cameras-so-atitude-2</link>
  <title>SEM LUZES NEM CÂMERAS  SÓ ATITUDE (2)</title>
  <dc:date>2011-4-06T14:09:26Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.penseskate.com.br/artigo-blog/sem-luzes-nem-cameras-so-atitude">
  <description>Um dia desses, um amigo skatista de fora do Rio me fez aquela pergunta que todo carioca já está cansado de fazer: afinal de contas, o que acontece com o cenário de skate do Rio?! Por quê o nosso estado, cuja capital atrai os olhos do mundo inteiro, não consegue sustentar um cenário saudável e constante?! Em suma, por quê as coisas são tão paradas por aqui?!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Sei muito bem que é o tipo de pergunta como aquela que questiona quem veio primeiro, se foi o ovo ou a galinha, mas com um esforço de memória e um bocado de observação dá pra sacar os motivos.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Antes de mais nada, é preciso que se diga: o Rio já foi a capital do skate no Brasil. Quando digo isso, remeto à era entre meados dos anos 70 até a metade dos 80. Naquela época, tínhamos de tudo o que podíamos almejar: os melhores skatistas, as melhores pistas públicas e a mídia. Sim, caras como Marcelo Neiva, Flávio Badenes, Jorge Luiz Tatu (RIP), os gêmeos Oscar e Osmar Lattuca e mais Carlos Grillo e Lúcio Flávio dominavam os cenário de vert e freestyle. Considerando que o street era uma modalidade emergente e que ladeiras eram terreno pra se divertir, e não pra competir, os cariocas eram competidores duros de serem batidos.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Falar em pistas era covardia. Tudo bem, SP tinha a Wave Park, a Franete e a Wave Cat que de fato eram bem melhores que as similares cariocas mas eram particulares&amp;#059; além disso, nenhuma dessas passou de 1981. No Rio, tínhamos (e ainda temos) a histórica pista de Nova Iguaçu (a 1ª da América Latina) e mais Campo Grande e Jacarepaguá. Sem falar que a mídia era toda produzida por aqui, primeiro com a legendária revista Brasil Skate, e depois com a Visual Esportivo e com os blocos de skate dentro do programa Realce.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;A partir de 1985, o surgimento da Overall fez com que as atenções se voltassem pra fora do Rio, especificamente pra SP  e desde então, nosso estado foi perdendo a importância no cenário até chegar ao estado que se encontra hoje. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Os motivos são tão diversos que nem sei por onde começar. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Comecemos pelos picos pra andar de skate. Nos anos 90, tornou-se quase uma tradição a construção de pistas de skate em cada período eleitoral, ou seja, a cada 2 anos. Foi assim que surgiram locais como Arpex, Rio Sul, Lagoa e praticamente todas as street parks que temos ao redor do estado, com a ilustre exceção do galpão em Volta Redonda. Por mais que reclamemos de um ou outro pico, o principal problema ainda é o de falta de renovação de projetos, como se estivéssemos presos pra sempre em 1991 e não fosse possível de construir nada além de street parks sem curvas ou poucas transições. De um jeito ou de outro, há locais pra andar de skate, portanto essa nem seria a maior carência.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ora, se temos picos, temos skatistas. Não foi por falta de gente boa sobre um carrinho que o skate do Rio deixou de ter o seu lugar de destaque&amp;#059; de 25 anos pra cá, foram tantos &amp; tantos nomes que a lista é extensa e vai literalmente de A a Z. De Allan Mesquita ao Zunga, passando por Alessandro Ramos, Bruno Passos, Diego Marques, Douglas Ugry Emanoel Enxaqueca, Felipe Vilhena, João Kabeção, Júlio Feio, Leandro Macaé, Marcelo Gouveia e Maurício Nava, entre tantos outros que levaram o Rio nas suas carreiras de pros. Alto nível também em incontáveis amadores como Ademar Luquinhas, Guilherme Neto Humberto Zero, Igor Rodrigues, Léo Lopes, Lucas Cofrinho, Nicolas Grilo, Pedro Orelha, Rafael Índio, Yuri Moreira e Bruno Nobru  esse último, a maior revelação nacional dos cenários de speed e slalom em muitos anos, com apenas 18 anos. Entre as meninas, um contigente cada vez maior de garotas vêm detonando no carrinho onde quer que passem, da incrível amadora Bia Sodré à veterana Mary Jane  as minas do Rio representam forte onde quer que escolham dar os seus rolés.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Seguindo a analogia, se temos skatistas então temos atividade. Desde a S.U.A.T. (Skatistas Unidos Anarquia Total) de 1984, os skatistas daqui não ficam esperando de braços cruzados pra que as coisas caiam do céu, muito pelo contrário. A busca pela ativação do cenário motivou iniciativas como a A.S.R. (Associaçào de Skate do Rio), a Faserj ou a recém criada USR (União dos Skatistas do Rio), sem falar de outras iniciativas não-oficiais como as várias crews que se formaram nesses anos e o Clube de Skate de Ladeira do Rio de Janeiro. Bem ou mal, cada um desses grupos teve e tem a sua participação em quase todos os atos que tenham a ver com o skate no nosso estado, de uma maneira ou de outra.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Mídia?! Não é por aí. Já tivemos revistas locais (Na Base, Skate &amp; Bordas, Rio Skate), cujos objetivos e tempos de existência variaram de acordo com seus projetos. Nos dias de hoje, sites como o da PENSE SKATE divulgam e batalham por um cenário cada vez mais fortalecido e diversificado, do jeito que o skate carioca e fluminense sempre o foram. Sem exageros ou babação, é quase um mix de heroismo e loucura o que os responsáveis pela mídia local são obrigados a fazer pra fornecer o máximo de informação de qualidade com um mínimo de apoio local.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Da mesma forma, não é por falta de mercado que o skate do Rio está do jeito que anda. OK, quase não temos marcas locais de destaque nacional, mas a quantidade de gente envolvida com o mercado de skate mais do que dobrou nos últimos 10 anos. Lojas de skate, representantes, pequenas marcas, fotógrafos, artistas gráficos  temos tudo por aqui, alguns menos do que o desejado é verdade mas não há uma carência total como existe noutros estados do país. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Bem, aparentemente temos tudo, né não?! Então como podemos estar tão atrás em termos de cenário?! A resposta é uma só: falta atitude, de uma maneira generalizada. Nos mais diversos níveis, dos mais variados estilos e das formas mais distintas  ou a atitude é inadequada ou então é insuficiente. No próximo post, eu esclareço o que quero dizer com isso, e você também pode participar fazendo o seu comentário e dando a sua opinião ali embaixo, ok?! Como dizem as operadoras de telemarketing, a sua opinião é muito importante para nós!&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.penseskate.com.br/artigo-blog/sem-luzes-nem-cameras-so-atitude</link>
  <title>SEM LUZES NEM CÂMERAS  SÓ ATITUDE</title>
  <dc:date>2011-2-07T10:50:51Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.penseskate.com.br/artigo-blog/pequenas-marcas-grande-futuro">
  <description>É quase que uma regra no cenário de skate: praticamente todas as marcas de ponta de hoje em dia já foram pequenas um dia. Os exemplos são tantos que nem vale a pena relacionar aqui, basta que você visite os sites institucionais e veja as histórias&amp;#059; quase todas terão em comum o fato de terem começado no fundo de quintal ou com um início bastante modesto em relação à grande dimensão alcançada nos dias atuais. Lógico que há exceções, e elas não são poucas, mas o normal é que as empresas comecem mais enxutas e que vão crescendo conforme vão conquistando suas parcelas de mercado.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&#9;Conforme as marcas vão crescendo, vai acontecendo um certo paradoxo: quanto mais se vende, fica muito mais difícil de se manter o nível de qualidade de produtos lançados em grande escala industrial. Todo skatista já ouviu algum comentário do tipo essa marca de tênis já foi boa, agora acaba em três sessões, já usei muito shape dessa marca, mas agora ta quebrando fácil ou nunca vi eixo pra empenar como esse!. Pode prestar atenção  todos os produtos são de grandes marcas.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&#9;E não é só isso. Além de haver uma perda de qualidade, as grandes marcas são praticamente obrigadas a lançarem algumas coleções / modelos por ano. Se isso mostra um grande dinamismo da indústria por um lado, por outro traz um fator bastante preocupante: quase não há uma identicação muito grande com o produto. Por mais que um determinado modelo venda bem, ele tem o seu tempo de vida com prazo de validade limitado uma vez que a engrenagem da indústria não pára  jamais.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&#9;Vamos analisar apenas alguns fatos relativos às tábuas de skate, que foram os primeiros produtos a criarem uma identidade entre o skatista, o profissional e a indústria. Quando foi a última vez que a arte e o design de um pro model te chamou a atenção?! Sem saudosismos, mas quanta diferença das listras transversais do Duane Peters (pela Santa Cruz), ou do símbolo kamikase do Hosoi (Sims), ou ainda do vórtex do Gator (Vision), do elefante do Mike Vallely (Powell)... Ter um pro model era algo tão difícil e tão restrito que os models eram fabricados por alguns anos antes de renovarem as artes e o design&amp;#059; com a banalização dos pro models, também banalizou-se a produção deles e se perdeu a identidade.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&#9;Outro ponto importantíssimo (talvez até mais importante em termos de mercado) é que boa parte das grandes marcas nos EUA está vendendo em larga escala pra grandes redes de artigos esportivos. Como essas redes compram muito, é lógico que os preços praticados são mais atraentes e o público comum (que anda de skate mas não é engajado ao skateboarding com um todo) vai atrás dos melhores preços, esgotando os estoques dessas redes. As skateshops hoje em dia têm de rebolar pra se manterem abertas, pois a concorrência desleal com os grandões é praticamente impossível&amp;#059; muitas delas não conseguem e têm de encerrar as suas atividades. E não pense você que essa é uma tendência somente norte-americana&amp;#059; vá nos sites da Centauro ou Netshoes, por exemplo, e compare os preços deles com os de lojas. Ou então vá nos sites de grandes redes de esportes de ação e compare os preços com os de skateshops... chega a ser até covardia em alguns casos.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&#9;Curioso é que, pra crescerem e aparecerem no mercado, essas marcas que hoje são grandes usaram e abusaram das skateshops na hora de roer o osso, mas o filé ficou com as grandes redes... Se você está pensando cuspiram no prato em que comeram, tem toda a razão. Como toda ingratidão, é claro que rolou uma reação das skateshops.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&#9;Está havendo uma reação do mercado: se as grandes marcas estão mais interessadas no $$ do que no comprometimento com as skateshops, então o negócio é ir atrás de marcas pequenas. Elas precisam de cada ponto de venda disponível, pois sabem que a sua produção é limitada e portanto cada dólar é valiosíssimo, então surge a situação de juntar a fome com a vontade de comer. Taí uma equação boa pra todo mundo, pois as lojas procuram por produtos mesmo que a um preço um pouco maior e as marcas pequenas, por terem uma produção menor e diferenciada, têm condições de atender a essa demanda.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&#9;Fora isso tudo, ainda há aqueles produtos realmente diferenciados que são rotulados com série limitada, que já saem de fábrica feitos pra poucos. Geralmente são edições especiais e restritas, que naturalmente têm um valor agregado maior no mercado. Quando tanto o fabricante quanto o lojista lucram mais, e o skatista tem um produto melhor em mãos pra ser detonado, então é porque outra equação boa pra todo mundo está sendo posta em prática.&#9;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&#9;Pra que essa história toda não fique apenas na teoria, vou usar alguns exemplos práticos aqui:&lt;br /&gt;&#13;&#10;- O menino-prodígio Nyjah Huston largou seu antigo patrocínio de tábuas e fundou a sua própria marca, a I&amp;I Skateboards. Após um viral relativamente discreto na rede, esperava-se que ele fosse massificar a produção em torno de seu nome mas ele escolheu fazer justamente o contrário, produzindo muito menos que se esperava e ganhando bem mais do que o normal. Consta que os produtos não param nas lojas, tanto pelo hype em torno do Nyjah quanto pela qualidade superior das tábuas em comparação a muitas outras.&lt;br /&gt;&#13;&#10;- Em 2009, a marca carioca Bossa Boards surgiu no mercado com longboards feitos de laminados de bambu no esquema escala industrial doméstica. Com alguns tamanhos pra 2 models, pintail e simétrico, a tábua é o resultado de alta tecnologia e tem escalas de flexibilidade especiais pra faixas de peso dos skatistas. Quem pode comprar paga o equivalente a um skate completo montado por cada exemplar, e vai dar o seu rolé tão satisfeito quanto o dono de um Porsche... &lt;br /&gt;&#13;&#10;- Há uns 3 anos, a Gardhenal lançou uma série de 150 tábuas com um pro model do mítico Duane Peters, a DP 1977. O Mestre do Desastre ficou amarradão com a homenagem e, mais ainda, com o fato de a marca não estar envolvida com o skate só pela grana. O tiozinho aqui é o feliz proprietáro de uma dessas tábuas, que uso quando vou dar os meus rolés podrões nos banks e bowls desse planeta.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&#9;Se você for consumidor de alguma marca grande, e não estiver satisfeito com o desempenho desse produto, dê uma chance pras pequenas. Quem sabe você não irá se surpreender?! Abra a sua mente pra novas experiências no skate, não só como skatista mas também como consumidor.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&#9;No final das contas, a conclusão que se chega é a seguinte: ser uma marca pequena, ou ter um produto dela, pode ter muito mais vantagens do que se imagina...&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;OBS: &lt;em&gt;Atualmente, apenas ¼ dos meus skates têm tábuas feitas por marcas grandes&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.penseskate.com.br/artigo-blog/pequenas-marcas-grande-futuro</link>
  <title>PEQUENAS MARCAS: GRANDE FUTURO</title>
  <dc:date>2011-1-06T00:32:32Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.penseskate.com.br/artigo-blog/a-revolucao-das-bases">
  <description>Num post que escrevi há cerca de 2 anos, perguntei qual teria sido o fato mais significativo do skate naquele ano e dei 5 opções pra resposta. Expliquei que a compra da Sector 9 pela Billabong seria mais significativo do que as outras opções, principalmente porque indicava que o crescimento do mercado de longboards já tinha chamado a atenção das grandes corporações envolvidas no meio do skate.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Dois anos depois, nem eu mesmo esperava que o mercado tivesse tomado uma guinada tão grande em direção aos skates grandões e ao simples ato de andar de skate pra se divertir.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;O momento atual do skate no mundo inteiro é o da revolução das bases : pela primeira vez em muitos anos, é a vontade dos skatistas que está ditando os rumos que o mercado deve seguir, e não o contrário como vinha ocorrendo. Exagero meu?! Analise só o seguinte: desde 2005, as vendas globais de produtos ligados ao street vem diminuindo em contraste com produtos ligados às outras modalidades (vert, longboards, slalom, freestyle), que só vem aumentando. No ano passado, a marca que teve o maior volume de vendas no mundo inteiro não foi nenhuma de street-vert, mas sim a Sector 9 - aquela mesma adquirida por corporação em 2008. &lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Mesmo com esses sinais evidentes e óbvios, parte da indústria fingiu que nada estava acontecendo de verdade e adotou a &quot;tática do avestruz&quot; - enterrando suas cabeças no chão pra não verem o que acontece ao seu redor. Claro que os fatos não deixam de se suceder por conta disso, muito pelo contrário: as mudanças estão ocorrendo de uma maneira tão acelerada que muitos demoram pra acordar pras novidades. Num mundo onde a informação em tempo real é o que há, dar uma de sonolento pode ser um erro fatal às pretensões de qualquer marca que seja.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Você deve estar pensando, &quot;ué, se fosse assim mesmo, teríamos menos produtos disponíveis no mercado&quot;. Você tem razão em parte, pois não é tão simples assim mudar o direcionamento de toda uma indústria bilionária como a do skate, Além disso, os milhões e milhões de streeteiros do mundo jamais podem ser deixados de lado e nem ignorados como uma gigantesca força de mercado.  &lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Alguns fatos relacionados ao mercado, à mídia e principalmente aos praticantes foram bastante relevantes nesse sentido. Entenda que todos estão conectados um ao outro de maneira umbilical, ou seja, tudo o que acontece com um é refletido no outro de uma maneira ou de outra. Veja como está o cenário na atualidade:&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;strong&gt;- SKATISTAS&lt;/strong&gt; - Depois de muitos anos, homens e mulheres de várias idades passaram a se interessar pelo skate, e não foi por causa de manobras mirabolantes realizadas nas ruas ou pistas do mundo. Esse povo todo descobriu os prazeres de simplesmente dar um rolé, sem necessariamente se identificar com as manobras ou com as inúmeras modinhas inerentes ao meio. A imagem-padrão do skatista está mudando rapidamente pros leigos, que já estão deixando de visualizar apenas &quot;um garoto entre 14 e 18 anos que pratica street&quot; pra cair na real: há skatistas de todas as idades e orientações sexuais. Sei disso muito bem, pois acompanhei a estranheza dos leigos ao ouvirem que ando de skate depois de eu ter feito 20 anos&amp;#059; há uns 5 anos, passou a ser mais &quot;natural&quot; aos outros aceitarem que um tiozinho como eu também pode andar de skate. Pergunte pra algum skatista veterano que você conheça se ele também não tem essa impressão, e veja como eu não estou viajando aqui.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;strong&gt;- MERCADO &lt;/strong&gt;- Bem que os antigos dizem: &quot;onde passa um boi, passa uma boiada&quot;. Era óbvio que outras corporações iriam seguir o exemplo dado pela Sector 9, e algumas já partiram pra lançar produtos mais ligados às outras modalidades. A Element lançou uma linha de long e shortboards homenageando o grande Greg Noll, um lendário surfista de ondas grandes dos anos 50&amp;#059; recentemente, a Globe lançou uma linha completa com seus cruiser boards&amp;#059; a Think deve reativar em breve a linha de longs de Joel Tudor, que fez relativo sucesso no final dos anos 90. Além disso, não é à toa que tênis mid e high top voltaram a ser &quot;tendência&quot; a ser seguida, nem muito menos aqueles modelos que lembram / imitam / chupam os clássicos Vans Off The Wall. Mesmo aqui no Brasil, as marcas, lojas e os sites dedicados a essas modalidades estão rindo de orelha a orelha com os crescentes volumes de vendas. &lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;strong&gt;- MÍDIA &lt;/strong&gt;- Se você curte revistas, já deve ter reparado num fato curioso: elas parecem ter &quot;encolhido&quot; nos últimos tempos&amp;#059; se você é ligado em vídeos, também deve ter reparado que as produções estão levando mais tempo pra serem finalizadas. Não é só uma impressão, mas sim uma realidade - e, da mesma forma, não foi só causada pela proliferação de sites sobre skate na rede, de ferramentas como o YouTube ou por causa da melhoria da qualidade das produções. Antes mesmo da mais recente crise financeira internacional, as marcas de skate já estavam sentindo o sufoco de vendas causado pela imensa quantidade de produtos semelhantes demais sendo oferecidos. Tábuas, eixos e rodas de inúmeras marcas nas mesmas dimensões e no mesmo estilo = problema sério de vendas. A ficha demorou a cair, mas refletiu de imediato justamente na mídia: menos $$, menos merchandising, menos anúncios. Esse cenário afetou a TODAS as mídias que se recusaram a nadar contra a corrente da &quot;mesmice&quot; vendida pelas marcas&amp;#059; os que acreditaram na diversidade de modalidades e praticantes, também riem frouxo por causa da miopia alheia.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Portanto, esse é um momento verdadeiramente histórico pro skate. Somos NÓS quem estamos indicando os caminhos que o cenário irá seguir, e não o contrário como estava sendo nos últimos anos. Aproveite essa onda: experimente outras modalidades além da sua favorita, descubra outros terrenos e mantenha-se atento pras novidades que surgem a toda hora. Abra a sua mente, desencane e divirta-se antes de qualquer outra coisa sobre um skate, e pode acreditar: não há compensação melhor do que sentir prazer andando de skate. Experimente!</description>
  <link>http://www.penseskate.com.br/artigo-blog/a-revolucao-das-bases</link>
  <title>A REVOLUÇÃO DAS BASES</title>
  <dc:date>2010-11-09T18:14:38Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.penseskate.com.br/artigo-blog/herois-sem-medalhas">
  <description>Nós, skatistas, acompanhamos as façanhas de caras como Pedrinho Barros, Luan de Oliveira, Sérgio Yuppie e Douglas Dalua &amp; outros pelas pistas, ruas e ladeiras do mundo. Afinal, é através dos ótimos resultados nos eventos que eles correm e nas partes impressionantes nos vídeos nos quais aparecem que eles conquistaram o respeito e a admiração mundiais nos cenários de vert, street, downhill slide e speed. Por conta disso, é claro que eles se tornaram os heróis da mídia onde quer que vão, tendo seus passos e façanhas seguidos onde quer que eles botem suas rodinhas pra andar.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Sabemos muito bem que o mundo do skate é muito maior do que os famosos. Há gente que anda MUITO e realiza verdadeiras façanhas nos cenários que estão incluídos, mas não tem absolutamente nenhum retorno de mídia às suas ações. Muitas vezes, inclusive, não têm sequer retorno financeiro algum pra dedicação que têm pelo skate, o que não impede que continuem fazendo aquilo que têm vontade por simples amor a essa tábua com dois eixos e quatro rodas de uretano.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Conheça agora alguns desses heróis sem medalhas.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;strong&gt;PIERRE HANSEN&lt;/strong&gt; (vert/RJ) - Não se deixe enganar pela figura franzina desse carioca&amp;#059; quando se trata de conservar e agitar o cenário de vert do Rio, o cara vira um leão&amp;#059; se o pico for a sua segunda casa, o bowl do Rio Sul, aí então que é ele pode tomar dimensões de um daqueles ursos de 3 metros de altura. Sempre presente nas sagradas sessões daquele pico às quartas e sextas, bem como em todos os eventos da modalidade no Rio e arredores, Pierre cuida daquela pista como se fosse sua. Ao lado de Pedro Tibau, outro assídulo local do pico, por muitas &amp; muitas vezes ele literalmente meteu a mão na massa pra cuidar do bowl, desistindo de esperar pela atenção da prefeitura e/ou do shopping, que seriam os responsáveis pela manutenção da pista. Afinal de contas, o pico que é considerado pela Thrasher como um dos 15 lugares que você precisa andar de skate antes de morrer merece a dedicação de alguém entusiasmado e sempre presente, portanto o Rio Sul precisa de caras como Pierre e Tibau. Como se não bastasse, as linhas que ele executa nas transições são fluidas e entusiasmadas como um bom vinho tinto  bebida que ele aprecia bastante, aliás - , transformando-o num expert de cada centímetro daquele solo sagrado do vert carioca. Não espere encontrá-lo nas plataformas de halfs em eventos pra convidados&amp;#059; ele provavelmente estará no meio da galera, vibrando e se divertindo como qualquer outro fã, sem sequer se importar com a relevância que ele tem pro vert carioca.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;strong&gt;MANOEL COIMBRA&lt;/strong&gt; (street/PR)  Você deve estar pensando, eu já ouvi falar nesse cara. Com quase toda certeza: Coimbra destacou-se no cenário do street nacional por ter manobras bastante técnicas, tendo virado pro em meados dos anos 90. No final da década, fez parte de uma equipe da Crail que incluía pesos pesados como Lincoln Ueda e Rodrigo Tx, só pra citar dois dos integrantes&amp;#059; nos anos seguintes, difícil era o mês que não se via o cara estampado em alguma revista ou em algum filme de skate, seja detonando algum pico ou ensinando o passo a passo de suas manobras complicadas. Paralelo a isso, o cara sempre esteve envolvido com a produção de videos, sejam produções de skate ou trabalhando como editor numa emissora local. Como skatista, esteve em videos de norte a sul desse país: Deja Vu (PR), Select (NE), Identidade (Centro-Oeste), Obscure (SP)... Um curriculum invejável, né não?! Pode ser pra mim e pra você, mas não parece ser suficiente pro mercado de skate, que parece valorizar cada vez mais o hype e o marketing pessoal em detrimento da competência e do histórico individual. Acredite: o cara hoje trabalha como freelancer na área de produções audiovisuais, off-skate mesmo. Não consegue ter o retorno financeiro do estilo de vida que adotou pra si, fato que o aborrece mas que não é capaz de tirar o estímulo de continuar a andar de skate e nem de fazer suas correrias.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;strong&gt;JOSÉ CARLOS BIRINHA&lt;/strong&gt; (downhill slide/SP)  Ninguém duvida que o Yuppie é O Cara no downhill slide no mundo atualmente, né não?! Pois saiba que o próprio considera o JC Birinha como um de seus mestres e uma das maiores inspirações em termos de estilo de drope e manobras ladeira abaixo. Eu assino embaixo, reconheço a firma e carimbo em 3 vias, pra não deixar nenhuma dúvida quanto a isso: ver o cara dar um rolé e não cair o queixo é digno de autocontrole de monge budista. A facilidade que ele tem pra execuar manobras, as linhas criativas que misturam slides com tricks nas calçadas, a presença dele nas sessões mais nervosas e nas situações mais cabulosas  sempre com um sorriso no rosto, diga-se de passagem -, tudo isso faz do Birinha um dos grandes nomes da modalidade no Brasil em todos os tempos. Você pode se perguntar&amp;#059; ora, se é assim, então por que ele não é tratado como merece?! Simplesmente porque Birinha não está nem aí pra campeonatos ou pro hype, já que a categoria pro da modalidade ficou longos 12 anos (!) sem ter um evento, preferindo desfilar sua arte e sua graça pelas ladeiras de São Paulo e do Brasil. Se você duvida , vá num dia de sessão a picos como a Ladeira da Morte, a Bagiru ou a Barriga da Velha, em SP, e pergunte pelo Birinha. A reverência e o respeito dos skatistas de todas as idades e experiências te darão uma noção do que falo aqui, pois foram adquiridos com muito uretano, pele e sangue largado nas ladeiras do país.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;strong&gt;WALDEMAR BRANDI PREDADOR&lt;/strong&gt; (speed/SP)  Você sabia que, aqui no Brasil, tem um maluco que se apresenta com skate antes das provas da Fórmula Truck?! Ele é puxado por uma moto e, no aquecimento, atinge a velô de 110 km/h&amp;#059; quando o show é pra valer, o piloto se empolga e o puxa a impressionantes 140km/h! O nome do maluco é Waldemar Brandi, conhecido no meio de speed como Predador por ser a última pessoa que qualquer um gostaria de ter no seu vácuo numa ladeira. O cara é grande e pesado, uma combinação que por si só produz MUITA velocidade ladeira abaixo, e a sua filosofia pessoal é footbreak fuck off  isso mesmo, ele abre mão de freiar com os pés antes de curvas, só mesmo com air break e slides. Ele abriu mão de competir em ladeiras em busca da realização de um sonho: o de quebrar todos os recordes de velocidade possíveis sobre um skate. O Livro Guinness dos Recordes reconhece as marcas de Douglas Dalua (113.8 km/h numa ladeira) e de Danny Way (117.3 km/h, puxado por um carro) como as maiores já atingidas, mas há controvérsias: Byker Sherlock atingiu 144.160 km/h puxado por uma moto numa pista de aviação, pro programa Stunt Junkies em 2007, e Mischo Erban acaba de ultrapassar 130 km/h numa ladeira. Pra mim, as marcas do Dalua e do Danny são mero aquecimento&amp;#059; quero mais é bater a marca do Byker pra calar a boca desses gringos falastrões, diz o Predador com toda a franqueza que lhe caracteriza. Só que tem um problema: NENHUMA marca de skate o apóia de forma alguma.  Ele tem que bancar os custos de viagens pros autódromos onde rolam as corridas, e conta com a boa vontade e camaradagem do pessoal da produção pra se alojar e se alimentar. Fosse nos EUA, ele estaria vivendo de seu sonho pois essa é uma façanha única que pouquíssimos teriam a técnica e a coragem de executar&amp;#059; infelizmente, ele está desanimando cada vez mais pela falta de apoio e estabeleceu o prazo pra até o final desse ano pra ver se consegue realizar a sua façanha.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Em tempo: no último dia 10/10, Predador mandou 140 km/h na prova da Fórmula Truck no autódromo Velopark, em Nova Santa Rita (RS). Você pode assistir ao Predador numa prova de 2009 no video ao final deste post.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Nenhum dos citados acima consegue viver do skate, apesar da dedicação ímpar ao nosso estilo de vida e de serem motivo de admiração constante aos que estão à sua volta. Os motivos?! Principalmente, falta de reconhecimento e de visão dos empresários, produtores e promotores de eventos que preferem focar apenas o hype atual em detrimento do histórico e do respeito conseguidos nas sessões de skate.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Como diria o jornalista Boris Casoy: isso é uma vergonha.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.penseskate.com.br/artigo-blog/herois-sem-medalhas</link>
  <title>HERÓIS SEM MEDALHAS</title>
  <dc:date>2010-10-11T22:32:29Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.penseskate.com.br/artigo-blog/a-mudanca">
  <description>Mesmo sem que se perceba, o cenário de skate está no meio de um momento de virada. Vários fatos acontecendo quase que simultaneamente trazem a certeza de que, mais uma vez, o skate está passando por mais um processo de reformatação como vários outros que já rolaram antes. A história do carrinho é pródiga nessas &quot;mortes e ressurreições&quot;, e o mais positivo é que não temos a menor possibilidade de rolar outra &quot;morte do skate&quot;, como nas viradas das décadas de 80 e 90.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Não vai &quot;morrer&quot;, mas vai mudar - e pode acreditar: nada será como antes.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;O skate é um estilo de vida consolidado - e, pra muitos, um esporte que permite uma carreira profissional. Mas não deixou de ter uma característica fundamental, que é de evoluir constantemente. Basta olhar os fatos e enxergar os sinais, que são evidentes e bastante significativos.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Veja só o que rolou de mais significativo nos últimos anos:&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;- Maloof Money Cup: esse evento milionário pagou de cara a astronômica premiação de US$ 450.000 aos competidores, muito mais do que alguns xgaymes juntos. Provou ao mundo que o skate não precisa de bikes, patins, motos ou seja lá o que for pra atrair a atenção do mundo, e evidenciou que as outras atividades estavam a reboque do skate nesses eventos tipo &quot;olimpíadas de esportes de ação&quot;. Não é à toa que o principal evento desse tipo cada vez mais adota esportes a motor, numa maneira de continuar a cativar a audiência do público telespectador.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;- O fim da Slap: a Slap encerrou as suas atividades como mídia impressa e passou a exclusivamente publicar online - algo que a própria PENSE SKATE já havia feito antes, aliás... Enfim, a revista comandada pelo Lance Dawes sempre se caracterizou por ser um veículo quase que exclusivamente de street, mas sentiu a retração comercial da modalidade como nenhuma outra. Ao invés de tentar enganar os outros, transmitindo uma pretensa &quot;legitimidade&quot; em modalidades que não abordava, os caras preferiram publicar apenas online e, hoje em dia, tem um dos melhores fóruns de debates sobre o skate no mundo todo.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;- Longboards: em meados de 2008, a Billabong comprou a marca Sector 9 de seus fundadores originais, investiu em produtos, marketing e incluiu na sua distribuição global. O mercado de longboard sempre foi especial por atrair praticantes de ambos os sexos e várias idades, e um gigante ter enxergado isso nada mais foi do que a consolidação dessa característica. Agora adivinhe qual foi a marca gringa que mais vendeu em 2009, em volume de dólares, de acordo com a TWBusiness?! Isso mesmo - a Sector 9. Algo óbvio, devido ao maior valor agregado em produtos pra modalidades de ladeira.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;- Skateshops X lojas de grandes redes: aproveitando-se de uma estatística que indicou que nada menos que 80% dos consumidores de tênis pra skate NÃO andavam de skate, algumas redes de lojas de artigos esportivos entraram de cabeça, corpo e membros no mercado. Nos EUA já são um problemão pras lojas de raiz, e aqui no Brasil já há algumas empresas do ramo bastante interessadas no nosso cenário - o 2o do mundo, diga-se de passagem. O pior é que alguns skatistas estão preferindo comprar nessas lojas de rede&amp;#059; quero ver na hora que forem pedir apoio, patrocínio e etc pra esses caras...&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;- Flip e Plan B se unem: uma supermegahiper marca foi formada nesse ano, com um dream team de verdade incluindo alguns dos pros mais representativos do momento, né não?! Certo - mas quando se analisa os números de vendas do anos anteriores, vê-se que foi muito mais uma questão de sobrevivência do que qualquer outra coisa. A equação é tão simples que qualquer comerciante é capaz de realizar: muitos talentos + muito marketing = muito dinheiro. Não se surpreenda se algo novo surgir a partir dessa joint venture, já que há um fortíssimo rumor nos ares. Aguarde...&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Eu poderia falar das pistas de skate modernas ao redor do mundo, com 70% de curvas e transições e 30% de área plana&amp;#059; poderia também comentar a respeito da Element, que lançou uma edição especial de longs e short boards homenageando o Greg Noll, um ícone do surfe de ondas grandes&amp;#059; poderia ainda apontar o fato de que, nos últimos 3 anos, a CBSk esteve envolvida em 2X mais eventos de outras modalidades do que do binômio &quot;street e vert&quot;.... Tudo isso ilustraria ainda mais o ponto de vista, mas nem é preciso. A mudança está nas ruas, nas pistas, nas ladeiras, está aos olhos de qualquer um que queira enxergar.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Nunca antes na história do skate houve tanta exposição, tanto hype e tanto dinheiro envolvido.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Jamais as modalidades alternativas tiveram tanta presença de mercado, como rola hoje em dia.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Nunca antes uma modalidade específica dominou tanto o cenário, como é o street nos últimos 20 anos.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Jamais as modalidades de skate em ladeira tiveram tantos praticantes, eventos e presença de mídia, como agora.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Nunca antes os eventos de vertical em halfs pagaram tantas premiações atraentes ao redor do mundo, como agora - com exceção do Brasil, infelizmente.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Jamais houve um circuito de bowls de concreto ao redor do mundo com tanta divulgação e premiações tão milionárias, como no momento atual.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Nunca antes houve tantos filmes de skate, divulgando marcas, skatistas, picos e manobras.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Jamais o passado foi tão relembrado e reverenciado em filmes, pelos que têm o mínimo de respeito e consideração com a história.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Nunca antes tantas revistas focaram o mesmo modo de andar de skate.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Jamais houve tantas publicações e sites sobre modalidades de nicho, mercado e negócios. &lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;O skate está mudando. Mude você também.</description>
  <link>http://www.penseskate.com.br/artigo-blog/a-mudanca</link>
  <title>A mudança</title>
  <dc:date>2010-5-26T20:23:45Z</dc:date>
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